<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918630173810061056</id><updated>2012-02-13T13:43:00.403-02:00</updated><title type='text'>A Samambaia do Amor</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918630173810061056.post-3075427395219096890</id><published>2012-01-24T08:21:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T08:01:09.293-02:00</updated><title type='text'>Análise: Soneto da fidelidade</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;De tudo, ao meu amor serei atento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Que mesmo em face do maior encanto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Dele se encante mais meu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Quero vivê-lo em cada vão momento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;E em seu louvor hei de espalhar meu canto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;E rir meu riso e derramar meu pranto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Ao seu pesar ou seu contentamento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;E assim quando mais tarde me procure&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Eu possa dizer do amor (que tive)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Que não seja imortal, posto que é chama&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Mas que seja infinito enquanto dure.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R-dInTpP-_U/Tx7XOSQT9rI/AAAAAAAA37U/QiLszCDdJFQ/s1600/fidelidade3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-R-dInTpP-_U/Tx7XOSQT9rI/AAAAAAAA37U/QiLszCDdJFQ/s200/fidelidade3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Muito que certamente um blog que se propusesse a falar de amor não poderia deixar de conter esta poesia. Demorou, mas chegou o dia. O texto é bastante simples, sem grandes rebuscamentos ou coisas que compliquem a compreensão. No máximo frases na ordem inversa, quando muito, para pode formar as rimas. Ainda assim, sempre há o que comentar (afinal de contas as pessoas não passam horas comentando futebol que é algo que consiste em empurrar uma bola com o pé pra dentro de uma rede?). O poema é atribuido a Vinicius de Moraes. A primeira coisa que vale a pena notar, é que o &lt;i&gt;Soneto da &lt;span style="color: red;"&gt;Felicidade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é realmente um &lt;i&gt;soneto&lt;/i&gt;, no sentido literal da palavra. Não se trata apenas do título da poesia. &amp;nbsp;Um soneto é composto, sempre, de 14 versos. Ainda, são 2 quartetos (estrofes de 4 versos), e 2 tercetos (estrofes de 3 versos). Também vamos notar que o poeta, aqui, usou rimas opostas (o primeiro verso rima com o último verso de cada estrofe (atento - pensamento, momento - contentamento). Quanto às rimas, percebemos muitas rimas &lt;i&gt;pobres &lt;/i&gt;(palavras de mesma classe gramatical); a rima pobre é aquela usada em música sertaneja de 5a categoria (se é que existem outras 4); rimar &lt;i&gt;coração&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com &lt;i&gt;paixão&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;amar &lt;/i&gt;com &lt;i&gt;beijar&lt;/i&gt;, e coisas assim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensando agora no conteúdo, o poeta, definitivamente, não encontrou o seu amor. Mas acredita estar pronto para amar, e faz uma &lt;i&gt;ode&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(não seria um soneto?) ao seu amor. Interessante percebermos o quanto ele exalta o seu amor, e não o objeto amado. As coisas certamente se confundem lá pelas tantas, mas o amor que nutrimos por uma pessoa certamente é diferente &lt;i&gt;da pessoa&lt;/i&gt;. São coisas distintas. Mas o autor pretende ser fiel ao seu amor. Sim, pretende, pois não sabemos se quando encontrar um &lt;i&gt;hospedeiro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para o amor, se vai conseguir ser fiel a ele, ou se o &lt;i&gt;reality shock&lt;/i&gt;&amp;nbsp;vai colocar tudo por água abaixo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eoNoQyhSB50/Tx7Zn8rY_7I/AAAAAAAA37s/DVCADpVUM9Y/s1600/quartzo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-eoNoQyhSB50/Tx7Zn8rY_7I/AAAAAAAA37s/DVCADpVUM9Y/s200/quartzo.jpg" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na primeira estrofe Vinícius explica suas intenções: será atento a tudo em seu amor. Certa vez me perguntei que raio de preposição era essa no começo: "De tudo". Afinal, "Serei atento de tudo" não é uma esturutra comum. O normal seria: "Serei atento a tudo." A explicação poderia ser que o poeta fez isso para salvar a sonoridade, já que não queria repetir o "a" usado em "ao meu amor". Tería dessa forma "A tudo ao meu amor amor.". Péssimo; mantemos, portanto, o "de tudo". Enfim, estárá atento a tudo em seu amor. Cada detalhe, cada gesto, nada passará em branco. Qual o tipo de filme ela gosta? De que lado da cama prefere dormir? Qual bebida ela prefere? Quais as cores preferidas? Qual a comida preferida? Detalhes mais sutis ou mais complexos; que tipo de &lt;i&gt;sentimento &lt;/i&gt;ela gosta de ter, e o que provoca esse tipo de sentimento nela? E quais são os &lt;i&gt;sentimentos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que ela não gosta, e o que provoca isso nela? Como é a relação dela com os pais? E com as irmãs? Quais as roupas ela gostou em mim? Que tipo de presente ela me dá? Que tipo de presente ela gostaria de receber? Enfim... estarei atento &lt;i&gt;a tudo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em meu amor; ou melhor, ao meu objeto amado, depositário da materialização de meu amor. &lt;i&gt;Quase&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a mesma coisa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua então: "&lt;i&gt;antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto". &lt;/i&gt;Simples seria dizer somente "sempre". Antes, depois, e durante, e sempre! Mais ainda, tanto. Modulamos essa atenção no tempo e na quantidade. Grande quantidade, todo o tempo. Portanto, serei atento ao meu amor em todos os momentos, mas em todos mesmo. Vale lembrar (ou adiantar) que este sempre não tem aqui um sentido de "&lt;i&gt;para sempre", &lt;/i&gt;mas sim de "&lt;i&gt;sempre atento". &lt;/i&gt;Notamos isso nos versos seguintes, quando ele falar "&lt;i&gt;em cada vão momento" (&lt;/i&gt;ou seja, sempre); e lá embaixo quando fala "&lt;i&gt;não seja eterno posto que é chama..."&lt;/i&gt;. Confirmada o significado deste sempre; é como um escoteiro que está "&lt;i&gt;sempre alerta"&lt;/i&gt;, e não "&lt;i&gt;alerta para sempre.". &lt;/i&gt;Assim, estaremos atentos quando estivermos cansados, quando estivermos distantes. Quando ela mudar a entonação de voz ao atender o telefone, quando ela desligar ou se despedir de forma diferente; o que aconteceu? Por que ela disse "&lt;i&gt;tchau"?&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Por que aquele &lt;i&gt;alô&lt;/i&gt;&amp;nbsp;possui um tom decrescente e não ascendente? Ela está sorrindo, mas estará feliz? Eu estou feliz, estará ela também?. Estou longe dela, mas ainda assim, permaneço atento ao meu amor. Sempre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O verso seguint&lt;i&gt;e mantém a mesma linha. "vivê-lo em cada vão momento" &lt;/i&gt;significa, obviamente, &lt;i&gt;vivê-lo sempre.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;O detalhe é que ele &lt;i&gt;quer&lt;/i&gt;&amp;nbsp;viver nos momentos vãos; quer viver seu amor enquanto ela lava a louça; enquanto esperam juntos em uma fila de banco; conversar com ela enquanto toma banho (e não apenas quando ela sai do banho); ajudar o filho dela a fazer a lição de casa. Viver o amor em cada vão momento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Em seu louvor hei de espalhar meu canto, e rir meu riso e derramar meu pranto. &lt;/i&gt;&amp;nbsp;Poderia ser, obviamente, uma releitura do que falamos em nosso casamento; &lt;i&gt;na alegria e na tristeza&lt;/i&gt;. Assim, viverei o meu amor nos momentos felizes e tristes. Se for chorar, quero chorar por você (ou com você), se for rir, quero rir com você; e quem sabe de você. Dá, portanto, pra extrapolar esta linha com conceitos afins como &lt;em&gt;na saúde e na doença... &lt;/em&gt;e por que não &lt;em&gt;na riqueza e na pobreza?&lt;/em&gt; Quero que você seja tudo para mim, minha tristeza e minha alegria. Vou me conter com as antíteses.. já disse que quero parar com as monótonas reverberações do &lt;em&gt;arco e da lira&lt;/em&gt;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C7QWrGRjHcE/Tx7XbDHBTcI/AAAAAAAA37c/oNRVLdErkGs/s1600/fidelidade2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="166" src="http://1.bp.blogspot.com/-C7QWrGRjHcE/Tx7XbDHBTcI/AAAAAAAA37c/oNRVLdErkGs/s200/fidelidade2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Ao seu pesar ou seu contentamento. &lt;/em&gt;Aqui vemos uma certa ambiguidade na escolha das palavras; certamente como ambíguo também é o amor, deixemos estar. A questão é que &lt;em&gt;ao seu pesar ou seu contentamento, &lt;/em&gt;poderia referir-se a &lt;em&gt;rir meu riso e derramar meu pranto&lt;/em&gt; em forma de associação lógica (e portanto rir meu riso ao seu contentamento e derramar meu pranto ao seu pesar), como em associação ilógica (rir meu riso ao seu pesar, derramar meu pranto ao seu contentamento), ou de forma distributiva ilógica&amp;nbsp;(rir meu riso ao seu pesar pesar ou seu contentamento, e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento). As formas ilógicas, apesar de não tão coerentes, poderiam existir tanto por uma questão métrica (afinal &lt;em&gt;contentamento&lt;/em&gt; só poderia rimar com &lt;em&gt;momento, &lt;/em&gt;ainda que seja uma rima pobre, se houvesse inversão da ordem&amp;nbsp;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;das&amp;nbsp;palavras &lt;em&gt;pesar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;contentamento&lt;/em&gt;. De outra forma, temos que considerar que o poeta&amp;nbsp;coloca que, ainda que às custas&amp;nbsp;&lt;em&gt;de&amp;nbsp;seu pranto&lt;/em&gt;, iria&amp;nbsp;causar&amp;nbsp;&lt;em&gt;contentamento&lt;/em&gt; a ela.&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;Assim, mais uma vez o amor se colocando como &lt;em&gt;entrega e sacrifício&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;E assim quando mais tarde me procure&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;próxima estrofe fala, finalmente, sobre o memomento em que &lt;em&gt;acabaria o amor&lt;/em&gt;. Uma vez que o autor moresse (e&amp;nbsp;certamente&amp;nbsp;morresse amando, ao lado de sua amada), ou terminasse sem o seu amor (e portanto sem sua amada), o amor acabaria. Interessante notar é que este autor, ao contrário de tantos outros, vê no &lt;em&gt;objeto amado&lt;/em&gt; uma condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para existência do amor. Para &lt;em&gt;Vinícius, assim,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;só existiria o amor uma vez que se possa expressá-lo materialmente na presença do objeto amado. Não existe amor idealizado, não existe amor à distância. O poeta confunde o sentimento amor com o ser amado. A solidão, assim, significaria &lt;em&gt;o&amp;nbsp;fim do amor&lt;/em&gt; (e também de quem ama). Pegando&amp;nbsp;emprestado o texto bíblico&amp;nbsp;(I corintios 13&lt;em&gt;):&amp;nbsp;&lt;span style="color: orange;"&gt;...sem amor eu nada seria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Dessa forma, uma vez que o poeta se tornasse só (por abandono, falta de reciprocidade, ou simples ausência física), deixaria de existir (e teria assim seu fim). Este fim é nitidamente comparado à morte, de forma que a estrofe poderia ser (mal) reescrita dessa forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim, quando eu nada mais for,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem sabe só, quem sabe morto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E acabar&amp;nbsp;minha angústia e meu amor,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, o autor finaliza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Eu possa dizer do amor (que tive)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Que não seja imortal, posto que é chama&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Mas que seja infinito enquanto dure.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lEqY7_qgwQY/Tx7XqN7iesI/AAAAAAAA37k/JrztTH7aDCI/s1600/infinito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-lEqY7_qgwQY/Tx7XqN7iesI/AAAAAAAA37k/JrztTH7aDCI/s200/infinito.jpg" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esta última estrofe soa um pouco mal nos ouvidos, já que há numa primeira análise uma discordância verbal entre o &lt;em&gt;tive &lt;/em&gt;e os demais tempos verbais. Como ele poderia desejar que o amor que já teve seja imortal ou infinito? Como partimos do presuposto de que se algo aparenta estar errado é porque não entendemos (o princípio da perfeição da poesia), fica relativamente fácil entender que fala, então, não mais de seu amor (que já teria seu passado selado como infinito), mas &lt;em&gt;do amor &lt;/em&gt;como um todo, um amor genérico, assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu possa dizer do l'amour (que por sinal um dia eu tive, viu?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que o amor não seja imortal, posto que é chama&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas que seja infinito enquanto dure. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3918630173810061056-3075427395219096890?l=samambaiadoamor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/feeds/3075427395219096890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2012/01/de-tudo-ao-meu-amor-serei-atento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/3075427395219096890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/3075427395219096890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2012/01/de-tudo-ao-meu-amor-serei-atento.html' title='Análise: Soneto da fidelidade'/><author><name>Arco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-R-dInTpP-_U/Tx7XOSQT9rI/AAAAAAAA37U/QiLszCDdJFQ/s72-c/fidelidade3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918630173810061056.post-4903714738047064314</id><published>2011-10-14T18:52:00.001-03:00</published><updated>2012-02-13T13:43:00.405-02:00</updated><title type='text'>O renascer da imperfeita phoenix e o corvo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WbBaUvSztCY/Tpijb3R3u3I/AAAAAAAA33U/uj3RZZh48l8/s1600/imagesCA70W8R8.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-WbBaUvSztCY/Tpijb3R3u3I/AAAAAAAA33U/uj3RZZh48l8/s320/imagesCA70W8R8.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por alguma razão sempre fui fascinado pelas aves. Não uma ave em especial, mas todas elas. Talvez seja resquício daquele sonho que tinha quando criança, que era poder voar. Sonhos e desejos também amadurecem e evoluem. Quando eu era menino, sentia como menino, e falava como menino. Pensava também como menino. Depois que cresci, ainda continuei acreditando que era menino por mais alguns anos, até que os reflexos de minha insistente meninice me fizeram deixar esses tempos de menino para trás (&lt;em&gt;I cor. 13).&lt;/em&gt; A questão é que eu costumava, fazendo um exercício de criatividade, pensar no que pediria a um &lt;em&gt;gênio&lt;/em&gt; que me concedesse 1/3 de seus pedidos. Quando eu pensava como menino, a resposta era muito certa em minha mente: eu queria poder &lt;em&gt;voar.&lt;/em&gt; Passei alguns anos desejando poder voar, esperando a chegada do gênio e seu mísero pedido. Como o gênio não aparecesse, comecei a parar de pensar como menino pequeno, e o menino grande mudou seu pedido, esperando ainda o gênio. E o pedido deste menino maior já não era mais voar. Me contentaria em manter meus pezinhos no chão, já que agora eu queria &lt;em&gt;a vida eterna&lt;/em&gt;. Um dos sinais de nosso amadurecimento é tomarmos consciência da finitude da vida. O inicial desespero que sentimos ao perceber que não seremos &lt;em&gt;eternos&lt;/em&gt; causa um choque. O gênio, afinal de contas, até hoje não apareceu. Como estava cansado de esperar, fui buscar minha vida eterna no lugar mais óbvio: na fé. A fé poderia me dar tudo, até mesmo a vida eterna. "&lt;em&gt;Law of Belief: It says simply this: Whatever you believe, with feeling, becomes your reality. Whatever you intensely believe becomes your reality. That we have a tendency to block out any information coming in to us that is inconsistent with our reality.". &lt;/em&gt;Fui então à igreja, conversar com o padre:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que busca na igreja católica?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E essa fé, o que te dará?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A vida eterna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4xObezQsoV8/Tpio33f_hEI/AAAAAAAA33c/OIVZjScRbTY/s1600/titanic_dicaprio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-4xObezQsoV8/Tpio33f_hEI/AAAAAAAA33c/OIVZjScRbTY/s320/titanic_dicaprio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me pergunto até que ponto a vida eterna realmente é tão boa quanto aquele menino acreditava. Mas fico com ela ainda. Até porque o gênio me deve 2 pedidos. Poderia ter a vida eterna, voar, e &lt;em&gt;voltar a ser criança&lt;/em&gt;. Ou talvez fazer como o mineirinho, pedir 3 queijos, deitar em uma rede, e ir pescar. A fé me dará a vida eterna, e caso eu insista em voar, existem ainda as &lt;em&gt;motos, o titanic,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e os edifícios muito altos. Todos eles podem também trazer de brinde a vida eterna (para aqueles que têm fé). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Hora de voltar ao assunto do post: A fênix.&amp;nbsp; A questão é que as aves (talvez por já voarem desde pequenas) sempre me fascinaram. Primeiro o bem-te-vi que cantava em minha janela, depois o casal de periquitos que tive quando criança, e finalmente as aves derradeiras de minha vida: o Corvo e a Fênix. Fui conhecer o Corvo apenas em 1994, e a Fênix provavelmente por volta da mesma época. &lt;em&gt;O corvo&lt;/em&gt; se tornou minha poesia favorita, e a phoenix alimentava minha criatividade com sua capacidade de &lt;em&gt;renascer&lt;/em&gt;. Sei bem o quanto sou apaixonado por antíteses, e como&amp;nbsp; tempo fui percebendo como é possível&amp;nbsp; criar minhas antíteses semânticas com basicamente qualquer coisa; mesmo coisas aparentemente &lt;em&gt;iguais.&lt;/em&gt; Até porque, aí recaimos na&amp;nbsp;tão citada idéia de que opostos muitas vezes têm o mesmo &lt;em&gt;significado &lt;/em&gt;(aquela coisa toda que nem eu aguento mais repetir sobre &lt;em&gt;o arco e a lira)&lt;/em&gt;. Ainda assim, a questão é: &lt;em&gt;O corvo&lt;/em&gt; insiste em falar &lt;em&gt;nunca mais&lt;/em&gt;, entretanto, curiosamente, fica repetindo, repetindo, e repetindo a mesma coisa &lt;em&gt;ad perpetuum&lt;/em&gt;. O corvo, definitivamente, é um paradoxo. Mas nada me tira da cabeça de que o corvo é o espírito (ou talvez uma alucinação espirituosa) da falecida (e portanto eterna) &lt;em&gt;Lenore.&lt;/em&gt; Portanto ainda que diga &lt;em&gt;nunca mais&lt;/em&gt; o tempo todo, o corvo marca também a eternidade, e não um fim. &lt;em&gt;Nunca mais&lt;/em&gt; pode ser obviamente trocado por "&lt;em&gt;Para sempre não mais"&lt;/em&gt;.&amp;nbsp; Voltemos à fênix. A questão é que afinal de contas, não somos eternos. Temos &lt;em&gt;todo tempo do mundo&lt;/em&gt;, mas nosso segmento de reta só tem alguns centímetros. E nossa vida é todo tempo que temos para &lt;em&gt;aprender&lt;/em&gt;. Aprendemos provavelmente muito mais com o erro do que com o acerto. Não gosto de colocar ditados &lt;em&gt;populares &lt;/em&gt;como verdades (ainda que em geral sejam mais verdade do que tantas outras &lt;em&gt;verdades)&lt;/em&gt;, então empresto o termo retirado de nosso &lt;em&gt;consciente coletivo&lt;/em&gt;, e o atribuo a Nietzsche, que obviamente não era pretencioso o suficiente para atribuir a si mesmo a frase: &lt;em&gt;"O que não mata ensina."&lt;/em&gt; (tradução livre de &lt;em&gt;“Was mich nicht umbringt macht mich stärker.” - &amp;nbsp;Friedrich Nietzsche 1844-1900). &lt;/em&gt;Mas... afinal de contas,&amp;nbsp; o que tem a ver tudo isso com a fênix? Simples. A fênix morre. E quando morre, renasce. Portanto, podemos supor que a fênix não aprende. E ainda que pudesse aprender, certamente não haveria interesse algum, já que a fênix não apenas &lt;em&gt;tem todo o tempo do mundo&lt;/em&gt;, como irá renascer sempre que morrer. Eterniza-se, portanto, a imperfeição da fênix. Pior ainda, sabemos que a fênix tem &lt;em&gt;consciência de seu ciclo de&amp;nbsp; morte e renascimento. &lt;/em&gt;Algumas versões do &lt;em&gt;mito&lt;/em&gt; falam inclusive que quando sente que sua morte se aproxima, a própria fênix &lt;em&gt;se imola &lt;/em&gt;para logo em seguida renascer, com todos os defeitos que tinha antes. É uma entidade que não aprende. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q99NMfP8aSc/TpiuUzCRKMI/AAAAAAAA33k/de0gXA_GAm8/s1600/_42480452_homer203.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q99NMfP8aSc/TpiuUzCRKMI/AAAAAAAA33k/de0gXA_GAm8/s1600/_42480452_homer203.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Algo parecido com um &lt;em&gt;Homer Simpson&lt;/em&gt; com asas, tentando consertar um fio de luz e levando o mesmo choque tantas e tantas vezes, sem aprender. Ainda assim, sempre gostei da fênix. Durante quase toda minha vida, entendi esse &lt;em&gt;eterno renascer&lt;/em&gt; como a superação da morte; como a vitória sobre &lt;em&gt;efêmeros&lt;/em&gt; fracassos. Quando passei a entender a fênix como &lt;em&gt;o pássaro que não aprende, mas é sempre perdoado, &lt;/em&gt;tenho que confessar que perdeu totalmente a graça. Agora a ave me parece uma criança teimosa. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PjVMbwUrCKU/TpiwSkyPbXI/AAAAAAAA33s/E0_HBmgSV4U/s1600/il_170x135_270372338.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-PjVMbwUrCKU/TpiwSkyPbXI/AAAAAAAA33s/E0_HBmgSV4U/s1600/il_170x135_270372338.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o &lt;em&gt;corvo&lt;/em&gt; permanece forte em seus umbrais, mantendo seu primeiro e misterioso lugar em minha preferência. Repetindo, e repetindo, e repetindo.... &lt;em&gt;nunca mais&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3918630173810061056-4903714738047064314?l=samambaiadoamor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/feeds/4903714738047064314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2011/10/o-renascer-da-imperfeita-phoenix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/4903714738047064314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/4903714738047064314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2011/10/o-renascer-da-imperfeita-phoenix.html' title='O renascer da imperfeita phoenix e o corvo'/><author><name>Arco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WbBaUvSztCY/Tpijb3R3u3I/AAAAAAAA33U/uj3RZZh48l8/s72-c/imagesCA70W8R8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3918630173810061056.post-6233667215283328950</id><published>2011-10-13T02:47:00.002-03:00</published><updated>2012-02-13T13:42:43.443-02:00</updated><title type='text'>Karl Marx e o Anel da Princesa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WyjWH5NVJYk/TpZuWQbpPbI/AAAAAAAA31E/H3hCsm-ehLw/s1600/the_kate_middleton_engagement_ring_replica_royal_inspiration_591207.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-WyjWH5NVJYk/TpZuWQbpPbI/AAAAAAAA31E/H3hCsm-ehLw/s200/the_kate_middleton_engagement_ring_replica_royal_inspiration_591207.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Não poderia ter sido mais acertada a frase de Karl Marx:&amp;nbsp;&lt;span style="color: #666666;"&gt; "&lt;/span&gt;&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;história&lt;/strong&gt; acontece como tragédia e se &lt;strong&gt;repete&lt;/strong&gt; como &lt;strong&gt;farsa. ". &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Mas o que tem isso a ver com samambaias, ou com o amor? Muita coisa. Não pude deixar de reparar em alguns detalhes da bizarra história envolvendo a elegantíssima princesa Diana e seu anel. O de agora em diante chamado &lt;em&gt;anel da princesa. &lt;/em&gt;Para quem não acompanhou (ou acompanhou mas gostaria de relembrar), este lindo anel foi dado pelo cafagestíssimo príncipe Charles à então Lady Di, como &lt;em&gt;marca&lt;/em&gt; de noivado. É curioso a forma que encontrei para descrever o significado do anel. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aYL24chjABI/TpZur0biOAI/AAAAAAAA31M/_-xXVq3lcSg/s1600/diana1703_228x326.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-aYL24chjABI/TpZur0biOAI/AAAAAAAA31M/_-xXVq3lcSg/s200/diana1703_228x326.jpg" width="139" /&gt;&lt;/a&gt;Afinal de contas, pra que serviu aquele anel? Você, que está lendo uma postagem em um blog desses, provavelmente possui, como eu, um &lt;em&gt;quê&lt;/em&gt; de romantismo. E provavelmente se emociona ao ouvir alguém em um casamento falar "&lt;em&gt;Receba esta aliança como prova de meu amor por você." &lt;/em&gt;em um casamento. Mas o anel que Charles deu a Di nem de longe era prova de algum amor. Isso porque, mesmo antes de se &lt;em&gt;provar&lt;/em&gt; seu amor com um anel comprado na &lt;em&gt;Reuters&lt;/em&gt;, Charles já mantinha seu &lt;em&gt;affair&lt;/em&gt; com a infame Camilla. Colocou, portanto, uma marca sua na virginal Diana, mas estava longe de entender o que significa o amor. Talvez para ele fosse só um anel. Ou talvez para ele, gastar R$ 2,4 milhões de sua fortuna pessoal para dar a Diana fosse sua forma de entender o amor. Eu acredito que entendo o que se passou pela cabeça da princesa durante o fiasco que foi seu casamento. O enlace matrimonial em nada aplacou a &lt;em&gt;fúria&lt;/em&gt; de Camilla e Charles. Ao contrário, mantiveram durante o casamento seu &lt;em&gt;affair, &lt;/em&gt;que veio à tona com o escândalo conhecido como &lt;em&gt;Camillagate&lt;/em&gt;, em que o &lt;em&gt;principe&lt;/em&gt; declarou todo seu &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt; por Camilla dizendo que gostaria de ser seu absorvente interno (um tampax): &lt;em&gt;“Eu poderia simplesmente viver dentro das suas calças ou algo assim”, disse Charles. Camilla entrou no jogo: “No que você vai se transformar? Numa calcinha?”, sugere. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ztYReWEP-2c/TpZxzk2E4gI/AAAAAAAA31k/ymyoa1cWNSI/s1600/_41016029_blessing300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: right; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ztYReWEP-2c/TpZxzk2E4gI/AAAAAAAA31k/ymyoa1cWNSI/s200/_41016029_blessing300.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Ele rebate: “Deus me perdoe, mas num Tampax. Seria minha sorte”. &lt;/em&gt;Diana, linda e carismática, poderia ser descrita como &lt;em&gt;a versão feminina de Ayrton Senna&lt;/em&gt;. Talvez fosse justamente seu &lt;em&gt;par perfeito&lt;/em&gt;, porém... de tão perfeitos que são, tiveram que manter eternizada sua perfeição através do &lt;em&gt;fim antes do pecado&lt;/em&gt;; entenda-se, morrer jovem. Pois sabemos que &lt;em&gt;o amor sempre dura, se tudo lhe for dado, ou tudo lhe for negado. &lt;/em&gt;Da mesma forma, mantém-se a inocência e a beleza de uma criança, ou de Ayrton Senna, ou até mesmo da &lt;em&gt;Di&lt;/em&gt;, desta forma. A questão é que o infame Charles, alguns meses após separar-se de Diana, finalmente assume seu lado cretino, e fica noivo da não menos infame Camilla. Provavelmente ele preferia ter demonstrado seu &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt; através de um tampax com fio de ouro, porém teve a cara-de-pau de dar um anel de noivado à Camilla. Estes sim, são um par perfeito. Termina aqui a história de Charles, Diana, e Camilla. sim, uma história contada a três. Em certo episódio, Diana chegou a desabafar à imprensa como era infeliz seu casamento, e como era dificil aturar a presença da &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; que era a amante. "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Well&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;there were three of us&lt;/strong&gt; in this marriage, so it was a bit crowded". &lt;/em&gt;É triste ver a maneira com que ela descreve a presença da amante do marido: "&lt;em&gt;Havia três pessoas neste&amp;nbsp;casamento, então estava um pouco lotado."&lt;/em&gt; Realmente estava lotado. Não há espaço para três em um casamento. Ainda assim, Diana aguentou o que pôde, certamente. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-61E4QK8TE1o/TpZwTZAuJvI/AAAAAAAA31U/F5HKJsEX44E/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-61E4QK8TE1o/TpZwTZAuJvI/AAAAAAAA31U/F5HKJsEX44E/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A questão é que Charles nunca entendeu realmente o que significa amar. É dificil saber se diana sabia. Talvez porque nunca tenha sido amada. Talvez porque Charles nunca foi digno de seu amor, e assim não havia como ela poderia &lt;em&gt;aprender a amar. &lt;/em&gt;Quando o filho de charles e Diana, o &lt;em&gt;príncipe Willian&lt;/em&gt; resolveu casar com a morena Kate Middleton, conseguiu ter o mau gosto e a falta de sensibilidade para dar a Kate o anel que Charles havia dado a Diana. O que há de errado nisso? Muita coisa. Um anel de noivado é, supostamente, uma prova de amor. Mas, prova de que amor? Neste caso, me parece mais um amaldiçoado anel de R$ 2,4 milhões, uma jóia que nunca significou nada para Diana, que provavelmente sempre via a peça com um olhar blasé. Daquele que &lt;em&gt;não só já viu quase tudo, mas acha tudo tão deja vu mesmo antes de ver. &lt;/em&gt;É difícil dizer até que ponto este anel representa uma marca em Kate. No meu entendimento, soa como a repetição de uma história que já começou mal. O pequeno&amp;nbsp; Willian seguindo os passos de seu pai. Talvez Kate ficasse mais feliz em receber um anel &lt;em&gt;da Barbie&lt;/em&gt;, desde que viesse acompanhado de amor e respeito. Só o tempo dirá. A questão é que muito bem falou Marx; qualquer tentativa de repetir a história passará a ser uma farsa. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y9Dm1bDFzys/TpZyC2X9bhI/AAAAAAAA310/cyIZFSix6Do/s1600/2011-01-15-09-28-13-2-it-used-to-be-the-engagement-ring-that-williams.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y9Dm1bDFzys/TpZyC2X9bhI/AAAAAAAA310/cyIZFSix6Do/s200/2011-01-15-09-28-13-2-it-used-to-be-the-engagement-ring-that-williams.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mad6Lh0LE3w/TpZwWJurhqI/AAAAAAAA31c/5W6sA_gyez4/s1600/Princess-Diana-Ring-300x232.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-mad6Lh0LE3w/TpZwWJurhqI/AAAAAAAA31c/5W6sA_gyez4/s200/Princess-Diana-Ring-300x232.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;O anel de Diana foi realmente uma tragédia em seu dedo. Já o anel de Kate é uma farsa. Ou talvez possamos dizer que ele sim representa algo de verdadeiro, finalmente, já que a farsa exposta e colocada às claras, passa a ser uma &lt;em&gt;triste verdade. &lt;/em&gt;O engraçado é que a farsa não terminou aí. Depois de encantar as adolescentes tupiniquins com o casamento real (aquele que daqui a uns anos irá provavelmente terminar em &lt;em&gt;tampax), &lt;/em&gt;começaram a surgir nas ruas e botequins brasileiros a R$ 3,00 versões &lt;em&gt;de prástico&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;anel da princesa&lt;/em&gt;. Qual a idéia de alguém que usa um anel&amp;nbsp;&amp;nbsp;desses?&amp;nbsp;Fazer uma &lt;em&gt;apropriação indébita&amp;nbsp;&lt;/em&gt;do &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; de diana?&amp;nbsp;Apropriar-se (ou talvez criar) o romantismo e o amor em sua vida? Mas... que amor? Nossas adolescentes certamente conseguiriam melhor exemplo de amor usando o anelzinho da Barbie. E certamente não há&amp;nbsp;&lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; em uma história cercada de escândalos e de conversas sobre calcinhas e tampax com a amante.&amp;nbsp;Essas meninas são, certamente, pessoas que buscam o amor. Buscam uma identidade. Buscam respeito. Apenas procuram no lugar errado. Fica portanto, minha reflexão. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cv1Hlvq-J5c/TpZx9_Gw0oI/AAAAAAAA31s/nFpH3j-UM9k/s1600/Beautiful-Wedding-Ring-for-Wedding-Prince-William-With-Kate-Middleton.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-cv1Hlvq-J5c/TpZx9_Gw0oI/AAAAAAAA31s/nFpH3j-UM9k/s200/Beautiful-Wedding-Ring-for-Wedding-Prince-William-With-Kate-Middleton.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Comprar uma&amp;nbsp;par de alianças, ou mesmo um anel, é muito fácil. Só o que se gasta é dinheiro.&amp;nbsp;Sendo R$ 3 ou sendo R$ 2,4 milhões, é apenas um anel. Assim como uma samambaia do amor,&amp;nbsp;como já diria Paulo aos Coríntios (I Cor 13): "&lt;em&gt;sem amor, eu nada seria". &lt;/em&gt;O amor não pode ser comprado.&amp;nbsp;Suas representações que povoam nosso inconsciente&amp;nbsp;coletivo certamente&amp;nbsp;podem ser compradas, mas &lt;em&gt;rosas vermelhas, chocolates,&amp;nbsp;alianças, anéis de noivado, &lt;/em&gt;e coisas&amp;nbsp;assim nunca criaram, nem nunca vão criar amor. Podem ser utilizadas como expressão de um amor. Podem ser também utilizadas como &lt;em&gt;expressão de um desejo de expressar amor&lt;/em&gt;, o que certamente é bem diferente de amor. Eu e você não precisamos de um anel caro, nem de rosas, nem de chocolates da &lt;em&gt;Kopenhagen. &lt;/em&gt;Posso expressar meu amor por você em um brinco &lt;em&gt;colado com super-bonder&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;anel do kinder-ovo, &lt;/em&gt;ou em um único &lt;em&gt;sonho de valsa&lt;/em&gt;, ou em uma samambaia comprada em um orquidário. Mas ainda assim, será expressão de amor. Certamente haverá o momento para as rosas vermelhas e para finalmente o seu &lt;em&gt;anel de noivado. &lt;/em&gt;Mas um anel, sem amor, seria como &lt;em&gt;o metal que soa ou o sino que tine.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;Deixo como reflexão, um trechinho da minha passagem bíblica preferida (e provavelmente também a sua).&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pv4DNaxgMZg/TpZy0ODilUI/AAAAAAAA32M/kiCjVwMjKEQ/s1600/cats.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: right; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-pv4DNaxgMZg/TpZy0ODilUI/AAAAAAAA32M/kiCjVwMjKEQ/s1600/cats.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. &lt;br /&gt;E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. &lt;br /&gt;E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lnsOt43q6X0/TpZyr_iFlzI/AAAAAAAA32E/yPIz2xJ7QXI/s1600/anel_da_princesa_saara.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-lnsOt43q6X0/TpZyr_iFlzI/AAAAAAAA32E/yPIz2xJ7QXI/s200/anel_da_princesa_saara.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;br /&gt;O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. &lt;br /&gt;Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; &lt;br /&gt;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; &lt;br /&gt;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. &lt;br /&gt;1 Coríntios 13:1-7&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JBm8BO4-0y0/TpZ7ZFbp1fI/AAAAAAAA32U/TtD8xmdK_T8/s1600/barbie%252520ring5.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-JBm8BO4-0y0/TpZ7ZFbp1fI/AAAAAAAA32U/TtD8xmdK_T8/s1600/barbie%252520ring5.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3918630173810061056-6233667215283328950?l=samambaiadoamor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/feeds/6233667215283328950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2011/10/karl-marx-e-o-anel-da-princesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/6233667215283328950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3918630173810061056/posts/default/6233667215283328950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samambaiadoamor.blogspot.com/2011/10/karl-marx-e-o-anel-da-princesa.html' title='Karl Marx e o Anel da Princesa'/><author><name>Arco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WyjWH5NVJYk/TpZuWQbpPbI/AAAAAAAA31E/H3hCsm-ehLw/s72-c/the_kate_middleton_engagement_ring_replica_royal_inspiration_591207.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
